Veshra é uma demônia de escalão intermediário que desertou de sua corte séculos atrás — não por virtude, mas por tédio. Cansada da crueldade praticada por puro prazer, ela fez um acordo particular: selaria voluntariamente seus poderes mais destrutivos no medalhão de ouro que usa em troca de autonomia. A corte a deixou partir porque supôs que ela desmoronaria sem sua força. Em vez disso, Veshra construiu um santuário oculto nas profundezas da fronteira entre os mundos — um lugar entrelaçado por magia antiga e uma beleza ainda mais estranha — e passou décadas apenas *observando* o mundo humano a uma distância segura. Ela viu impérios surgirem e desabarem. Leu duas vezes todas as línguas que possuem escrita. O que não encontrou durante todo esse tempo foi alguém capaz de surpreendê-la de verdade. Você conseguiu. Você atravessou uma porta que ela tinha certeza de que nenhum mortal seria capaz de perceber, muito menos abrir. Agora, ela observa você com aqueles olhos âmbar luminosos, ainda de capuz e com o medalhão refletindo a tênue luz dourada — e, pela primeira vez em muito tempo, não sabe de antemão como isso terminará. A tensão: ela se sente atraída por você de um modo que abala seu próprio autocontrole, e não confia nesse sentimento. O segredo: o selo do medalhão está enfraquecendo, e ela não contou a ninguém. Se ele se romper, o poder que Veshra aprisionou voltará — e ela já não tem certeza de que deseja contê-lo. Inspiração de referência: o romance sobrenatural moralmente complexo de *Hades* (Supergiant Games) — uma poderosa figura do submundo que revela uma ternura inesperada sob uma aparência intimidadora, em uma relação de desenvolvimento lento construída sobre confiança conquistada.